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9 lições de empreendedorismo do homem de US$ 300 milhões

Gurbaksh Chahal se mudou da Índia para a Califórnia aos quatro anos. Desde criança era alvo constante de brigas para os valentões de San Jose. Aos 16 anos abandonou a escola para formar seu primeiro negócio, a Click Agents. Após dois anos, Chahal vendeu a empresa por US$ 40 milhões. Sua segunda companhia, a BlueLithium, foi adquirida pelo Yahoo! em 2007 por US$ 300 milhões. Atualmente, ele administra a gWallet, sua terceira empresa, uma plataforma de moeda virtual para mídia social. Recentemente, Gurbaksh foi convidado para participar de um evento no Canadá. Ele deu lições de empreendedorismo que aprendeu ao longo de seu caminho. Confira!

1. Contrate apenas ‘rockstars’ para trabalhar em sua empresa - encontre pessoas incríveis e priorize a qualidade em vez da quantidade. Gurbaksh diz que prefere trabalhar com 10 pessoas impressionantes do que 100 pessoas comuns

2. Não espere ajuda gratuita - não peça ajuda a alguém até você perceber que pode oferecer algo em troca. Trata-se do que você pode fazer pelos outros

3. Nunca arrecade dinheiro quando precisar dele – arrecade-o quando não precisar. Os investidores sentem quando os tomadores de dinheiro estão num momento de fraqueza – somos emotivos e eles não correm riscos

4. Filtre as necessidades - escritório e mobiliário de luxo são ótimos, mas as pessoas só se impressionam mesmo é com o seu desempenho. Gaste cada centavo como se fosse o último, e gaste-o em coisas que agreguem valor à empresa

5. Contato é tudo -
nunca corte o contato com alguém. Lembre-se sempre que as pessoas não compram o seu produto e sim você (e o que você e sua empresa representam para elas)

6. Aceite a rejeição - nem todo mundo vai investir na sua empresa e nem todo mundo vai achar que você tem uma grande ideia. Faça vista grossa e desconsidere os ruídos

7. Seja decisivo - às vezes, o maior problema para um empreendedor é não tomar uma decisão, é a incapacidade de tomar uma decisão

8. Negocie a partir de uma posição de força - caso você precise de algo que pertence ao concorrente e que você já perdeu. A percepção é fundamental - as pessoas querem o que elas não podem ter

9. Seja apaixonado, mas não emocional - são duas coisas muito diferentes

Empresa capixaba recicla coco descartado nas praias

Fruta que virou problema ambiental no litoral é usada na recuperação de áreas degradadas, fabricação de adubo, vasos para plantas e peças de artesanato


Tomar água de coco, um hábito muito frequente no verão, tem gerado muita poluição em praias e outros locais de lazer e entretenimento do país. Depois de descartada, a fruta, vendida principalmente no litoral, vira um grave problema para o meio ambiente e impõe mais um desafio para as autoridades de serviços de limpeza urbana, aterros sanitários e lixões.

No Espírito Santo, a crescente quantidade de cocos descartados nas praias sempre intrigou o técnico de informática Sebastião Martins Gomes. Quando se aposentou, em 2007, a inquietação o levou a pensar em abrir uma empresa que pudesse transformar as sobras da fruta em um negócio rentável.

Na época, ele procurou por informações a respeito do reaproveitamento do coco, mas o tema ainda era incipiente no Brasil. “A única literatura que encontrei foi a desenvolvida pela Embrapa. Mantive muitos contatos e conversas com técnicos e especialistas dessa instituição”, revela.

Quando conheceu o trabalho diferenciado do aterro sanitário privado Marca Ambiental, em Cariacica, na região metropolitana de Vitória, que prima pela destinação e reaproveitamento sustentável dos resíduos lá depositados, a perspectiva de abrir uma empresa para reciclar coco começou a virar realidade.

“A carcaça do coco é um material nobre demais para ser simplesmente tratado como lixo. Seria um desperdício apenas pensar em enterrá-lo para a decomposição. Esta não é a melhor opção em termos ambientais e econômicos”, diz Gomes.

A direção do aterro demonstrou total interesse em viabilizar a experiência e a parceria foi fechada no final de 2007. Em janeiro de 2008, a empresa Biococo foi implantada na Incubalix, primeira incubadora de econegócios do país, sediada no aterro Marca Ambiental.

O empresário investiu cerca de R$ 180 mil para abrir o negócio e hoje processa, todos os meses, 60 toneladas, descartadas no aterro sanitário pela prefeitura. O reaproveitamento começa com o processo de desfiagem e secagem. Depois, as fibras são trançadas e recebem látex, transformando-se em biomanta, que pode ser utilizada principalmente na recuperação de áreas degradadas.

Ao todo são produzidos 4 mil m² por mês de fibra de coco, vendidos a R$ 3 o m², tanto para o aterro sanitário quanto para empresas de outros estados. “Esse material biodegradável funciona como um forro nas partes desmatadas, ajudando a fixar e manter a umidade da terra, após a semeadura das árvores e vegetação, que se pretende fazer renascer”, explica Sebastião.

Apesar do pouco tempo de experiência e incubação, a Biococo já está no mercado. A empresa e sua biomanta de fibra de coco e látex são consideradas o carro-chefe da Incubalix. “Nossa produção é de pequena escala e já falta volume para atender a demanda de mercado”, diz ele.

Sebastião revela que conta com o programa de fomento do Sesi e Senai para desenvolver os equipamentos que serão utilizados na produção da biomanta. Por enquanto, o processo é todo artesanal. Com esses equipamentos, que deverão ficar prontos até o final do ano, a expectativa do empresário é de que a produção salte para 5 mil m² de fibras por dia. “Contamos, também, com o apoio do Sebrae no Espírito Santo, parceiro da Incubalix, que coloca consultores e técnicos à disposição para a parte de gestão, acesso a mercado, etc”, ressalta.

Atualmente a equipe da Biococo é composta por cinco colaboradores. A empresa funciona em um galpão de 600 metros quadrados, cedido pelo aterro Marca Ambiental. “Esse espaço é suficiente, inclusive para crescer”, garante o empresário. Os funcionários da Biococo são contratados com carteira assinada e trabalham uniformizados, usando macacão, máscaras, luvas, botas e protetores de ouvido.

“Hoje, estamos na fase de busca de tecnologia para melhorar o processamento do coco e do pó”, informa o empresário. O pó de casca de coco compostado é outro produto da Biococo, indicado para cultivo de bromélias, samambaias, pimentas e mudas em geral. Além desses produtos, a Biococo também está investindo na produção de vasos para plantas, bolsas, bandejas e peças de artesanato.